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A coragem de se escolher e poder ser você mesma: um convite para se reencontrar

  • Foto do escritor: Psicóloga Jéssica Nascimento
    Psicóloga Jéssica Nascimento
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

Um texto para mulheres que sentem a angustia de não viverem a vida que desejam e querem construir seu caminho com mais verdade, alegria e autenticidade.

Se reencontrar
Se reencontrar
Crescemos ouvindo que devemos ser "uma mulher forte", aprendemos que isso é sinônimo de resiliência. Mas, muitas vezes, essa força que nos ensinam é, uma armadura para suportar o silenciamento e a anulação. Por "conseguir aguentar", e até acreditarem que isso é o que deve ser feito, muitas mulheres permanecem em situações que as fazem mal. Aguentam permanecer no sofrimento; aguentam desrespeito; aguentam abrir mão das suas vontades; aguentam priorizar sempre outras pessoas; aguentam até violências. Porém, "aguentar", permanecer em uma situação, não significa que ela não esteja te fazendo mal, também não significa que você precise permanecer nela.

Aprendemos, desde cedo, uma lição perigosa: a de não desejar. Somos ensinadas que uma mulher não pode querer e que quando quer, não deve dar vida aos seus desejos. Aprendemos que se priorizar é egoísmo, que sempre têm outras coisas (ou outras pessoas), mais importantes que nós e que podemos deixar para depois: deixar a gente para depois, deixar a vida para depois. E deixando para depois, quando chega sua vez? quando que você poderá viver? Armadilhas sociais, são criadas para nos prender e manter dóceis, sem incomodar, nem dar trabalho, sendo boazinhas e fazendo tudo certo. Aprendemos que o amor, vem com condições, que seremos amadas se fizermos as coisas como esperam, as coisas "certas" e assim aprendemos a nos cobrar a perfeição, não desagradar, não gerar conflito, muitas vezes, na tentativa de receber afeto.
Pode ser também que você tenha aprendido que o seu autovalor está ligado a percepção que outras pessoas têm de você. Você se explica, se desculpa e se preocupa com o julgamento que podem ter sobre você. Pode ser que você faça de tudo para evitar qualquer possibilidade de façam um mal julgamento de você.
A consequência disso é que você se anula, que vive uma vida que não gosta e muitas vezes se sente desmotivada ou sobrecarregada. Afinal de contas, como ter energia para fazer as coisas que precisa, se você não vive o que gostaria de estar vivendo? Como sentir o sabor da vida, em uma vida que não faz sentido para você? Como se sentir motivada, se nem as suas escolhas são realmente suas.
Fomos treinadas para antecipar necessidades de outras pessoas, a fazer o necessário para receber afeto, para ser escolhida, aprendemos a moldar nossa existência ao que esperam de nós. Se você continua repetindo esses aprendizados, com o tempo, a voz do mundo fica tão alta que fica difícil diferenciar o que "eles" querem de você, com quem você realmente é.

Além disso, quando se aceita roteiros escritos por terceiros é difícil confiar na própria capacidade de criar novos caminhos, conquistar o seu espaço, confiar que pode construir a própria vida e que ela pode ser boa, do seu jeito, com as suas regras e com o que é importante para você.

Para viver a própria vida é necessário coragem, para romper com os caminhos pré-definidos e construir a sua estrada. É necessário assumir um compromisso com si mesma: aprender a se escolher.
Esse aprendizado não é fácil, mas é possível.!
Ter essa coragem hoje significa:

  • Aprender a ter uma vontade própria e atender seus desejos e necessidades (mesmo que isso cause estranhamento).
  • Reaprender a ouvir a própria vontade e autenticidade no meio do barulho das expectativas alheias.
  • Confiar que você é plenamente capaz de conquistar o que antes parecia impossível ou "impróprio".

A autonomia começa quando deixamos de ser o reflexo do que o outro deseja, para sermos a fonte da nossa própria história.

Para refletir:

  • O que você já deixou de fazer/ viver para priorizar a vontade de outras pessoas?
  • Qual foi a última vez que você disse "eu quero" sem pedir desculpas logo em seguida?
  • Qual parte de você você precisou "esconder" para ser aceita? E se hoje fosse o dia de começar a resgatá-la? Você não precisa carregar esse peso sozinha!

Se você sente que se perdeu de si mesma e deseja resgatar sua autonomia e desejo, a psicoterapia online pode ser o espaço seguro para essa reconstrução.


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